Instituto Crescer Legal renova parceria com sete municípios

31 . MAR . 2021 Releases

Março 2021 – Em 2020, o Instituto Crescer Legal precisou fazer ajustes significativos no formato do seu curso de Gestão Rural e Empreendedorismo em razão da pandemia. As atividades presenciais realizadas no contraturno escolar foram substituídas por um modelo de aprendizado remoto. Ainda no final do ano, a entidade aprovou junto às empresas associadas que contratam os aprendizes e aos municípios parceiros a realização de um curso complementar em 2021 para os mesmos jovens aprendizes de 2020, proporcionando as vivências que não foram possíveis com as atividades remotas.

Em 2020, 141 jovens foram atendidos. Mensalmente, os aprendizes receberam Planos de Estudos que contemplaram a carga horária mínima prevista no curso. O material foi estruturado a partir dos conteúdos do curso de gestão rural e empreendedorismo. Em 2021, pelo menos 136 adolescente terão contrato de trabalho como jovens aprendizes junto às indústrias associadas do Instituto. Os aprendizes são oriundos de sete municípios que renovaram a parceria com o Instituto e oferecem apoio logístico e de alimentação, bem como a cedência de um espaço para a realização das atividades. São eles: Boqueirão do Leão, Canguçu, Cerro Branco, Herveiras, Passo do Sobrado, Santa Cruz do Sul e Sinimbu.

Em Canguçu, um ato virtual organizado pela prefeitura oficializou a renovação da parceria entre o município e o Instituto nesta segunda-feira, 22 de março. “Aqui no município os participantes são em sua maioria filhos de produtores de tabaco. E essa iniciativa destaca a responsabilidade social desta cadeia produtiva. O modelo criado pelo Instituto é um exemplo para outros setores do agronegócio, de fortalecimento e de criação de oportunidades para auxiliar os municípios a se desenvolverem cada vez mais”, comentou Pegoraro.

No município serão 23 jovens participantes do curso complementar que terá um total de 800 horas. Para o vice-prefeito e secretário de Educação, Esporte e Cultura de Canguçu, Cledemir de Oliveira Gonçalves, é uma oportunidade de qualificação e de muito aprendizado para os jovens rurais, mas também de combate ao trabalho infantil no meio rural.

“Ao levar o Instituto para a região Sul do Estado, tínhamos a preocupação em relação à distância da nossa sede, localizada em Santa Cruz do Sul. Mas essa questão rapidamente se dissipou pela dedicação do executivo municipal em relação à educação. A pandemia foi um entrave para o relacionamento presencial, mas muito foi feito e exemplo disso foi o piloto de Boas Práticas em Empreendedorismo na Educação que foi possível com a iniciativa da prefeitura. A mensagem que deixamos aos jovens que vão participar do curso é o desejo que abracem essa oportunidade com muita dedicação”, diretor Administrativo do Instituto Crescer Legal, Sergio Rauber.

O educador de referência da turma de Canguçu, Adriano Emmel, discorreu sobre as práticas do curso e acredita que será um ano para aprofundar conhecimentos. “Nossa expectativa é de que os jovens possam ter vivências presenciais em algum momento durante o ano. O cenário ainda exige uma retomada virtual, mas torcemos para que com o avanço da vacinação a retomada presencial aconteça em breve”, avalia Emmel.

Taissa Beiersdorff Böhlke, jovem aprendiz da turma de Canguçu em 2020, vai realizar o curso complementar. “O Instituto nos deu mais uma oportunidade, depois de um ano desafiador em que a gente se manteve conectado e não deixamos de aprender. A expectativa só aumenta, nosso desejo é aprender sempre mais”, relatou.

SAIBA MAIS – Iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, o Instituto Crescer Legal tomou forma em 2015 com o apoio e adesão de pessoas envolvidas com a educação e com o combate ao trabalho infantil, em especial em áreas com plantio de tabaco, na Região Sul do País. Desde 2016, o Programa de Aprendizagem Profissional Rural já beneficiou 474 jovens rurais de 11 municípios gaúchos. O Programa é pioneiro ao oferecer aprendizagem profissional sem sair do campo e da escola, formando adolescentes no curso de gestão rural e empreendedorismo. De acordo com a Lei de Aprendizagem, recebem salário proporcional a 20 horas semanais – a carga horária do curso, que ocorre no contraturno escolar – e ao final são devidamente certificados. No entanto, ao invés de trabalharem nas empresas, os aprendizes de 14 a 17 anos realizam suas atividades teóricas nas escolas sede e as práticas tanto no ambiente do curso como em suas comunidades, com mais motivação e condições para a produção do conhecimento. Para participar, o aprendiz precisa frequentar a escola regular. Com isso, os adolescentes ocupam seu dia no curso e na escola, longe de tarefas impróprias para a idade. Conheça mais sobre as ações do Instituto em: www.crescerlegal.com.br.

Fotos: Divulgação

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